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Estamos vendo a mesma coisa? O que Klimt e Magritte podem nos ensinar sobre percepção, conexão e diferentes formas de olhar.

estartecampinas
21 de set.
2 min de leitura

Por Paula Barbieri, fundadora e curadora da Estarte


Em uma experiência da Estarte, trouxemos uma pequena amostra do Estarte Repertórios e colocamos lado a lado duas obras: O Beijo, de Gustav Klimt, e Os Amantes, de René Magritte.


As duas podem nos fazer pensar sobre amor, intimidade e conexão, mas fazem isso de maneiras completamente diferentes.


Na obra de Klimt, vemos um casal abraçado, envolvido por formas ornamentais e tons dourados. Os corpos parecem unidos em um espaço de entrega, proximidade e delicadeza.


Em Os Amantes, duas pessoas também se beijam, mas há um tecido cobrindo seus rostos. A imagem pode provocar sensações de distância, mistério, impedimento ou até mesmo da impossibilidade de conhecer verdadeiramente o outro.


Duas grandes obras. Dois artistas olhando para temas semelhantes e escolhendo caminhos completamente diferentes para representá-los.


E talvez esteja aí uma das coisas mais bonitas que a arte nos ensina: não existe uma única maneira de olhar para um tema, uma situação ou uma experiência.


O que escolhemos enxergar?

Cada artista decide o que destacar, o que esconder, como representar e qual reflexão provocar. Da mesma forma, cada pessoa observa uma obra a partir de suas próprias referências, experiências e emoções.


Não é apenas sobre conhecer Klimt ou Magritte — embora ampliar esse repertório também seja muito interessante. É sobre parar, observar e perceber que aquilo que parece tão claro para nós pode ser compreendido de uma maneira completamente diferente pelo outro.


E fazemos pouco esse exercício no cotidiano.


Muitas vezes, partimos da nossa própria percepção como se ela fosse a realidade. Interpretamos situações, relações e comportamentos a partir do nosso ponto de vista, sem considerar que a outra pessoa pode estar vendo, sentindo e compreendendo algo completamente diferente.


Então, vale perguntar:

Será que estamos vendo a mesma coisa?


A arte como ferramenta de desenvolvimento humano

A arte nos convida a desacelerar o olhar. Ela não oferece apenas respostas: também cria perguntas, desloca certezas e apresenta novas perspectivas.


Por isso, acredito cada vez mais no repertório e na arte como ferramentas para desenvolver habilidades profundamente humanas:


  • escuta;

  • empatia;

  • criatividade;

  • pensamento crítico;

  • capacidade de fazer conexões;

  • abertura para diferentes pontos de vista.


Em um mundo repleto de informações e respostas rápidas, talvez precisemos justamente de mais espaços para observar, interpretar, conversar e compreender.


É esse tipo de reflexão que buscamos provocar quando levamos a arte para uma experiência da Estarte — seja em nossa comunidade, em uma visita a um museu ou dentro de uma empresa.


Porque ampliar o repertório também amplia nossa forma de olhar para o outro e para o mundo.


Quer viver uma experiência Estarte?

Conheça nossas experiências culturais ou descubra como levar arte, repertório e novas perspectivas para sua empresa.




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